Diabéticos podem usar meia de compressão? | Suprevida


Mulher colocando bandagem de compressão na perna


Diabéticos podem usar meia de compressão?


Por Suprevida

 

 

Diabéticos costumam ter problemas circulatórios, que levam, entre outros, inchaço nos pés, pernas e tornozelo. Claro, o inchaço pode ser resultado de ficar muitas horas sentado – o que acontece com todo mundo que não descola da cadeira o dia todo, nem para dar uma voltinha pelo escritório –, mas também pode ser por causa de insuficiência venosa, uma das complicações do diabetes. Pode também ser causado pelo uso de medicamentos, como por exemplo, vasodilatadores para tratar hipertensão. Pessoas com diabetes têm duas a três vezes mais chance de ter pressão alta.

 

Uma das medidas comuns é o uso de meias de compressão, por elas aliviarem o “peso” das pernas e pés inchados, trazendo mais qualidade de vida. Funciona assim: ela comprime as veias mais superficiais da perna e também os músculos, ajudando o sangue a ser empurrado de volta ao coração e evitando que ele se acumule nos pés, o que gera o inchaço. Mas será que quem tem diabetes pode usar qualquer meia de compressão? A verdade é que não.

 

Embora meias de compressão melhorem o fluxo de sangue nos membros inferiores, ajudando o retorno do sangue venoso ao coração, elas não são iguais. Elas são vendidas em diferentes gradações de pressão. Veja só:

 

• Pressão entre 8 e 15 mmHg – são as meias de compressão leve, também chamadas de meias de suporte, preventivas ou profiláticas;

 

• Pressão entre 15 e 20 mmHg – são as de compressão médio;

 

• Pressão entre 20 e 30 mmHg – são as de compressão firme;

 

• Pressão entre 30 e 40 mmHg – são as de compressão extrafirme.

 

• Pressão entre 40 e 50 mmHg – essas são indicadas para casos bem especiais e graves, como quando uma pessoa tem um coágulo em uma veia da perna.

 

 

Qual usar

 

Para diabéticos que sofrem com inchaço nas pernas e pés, o ideal é que usem meias com pressão média. Um estudo publicado em 2017 na revista Diabetes Research and Clinical Practice mostrou que além de não haver comprometimento da saúde dos vasos sanguíneos, o uso das meias realmente funciona para quem padece com o problema.

 

Mas atenção! Procure evitar as meias de compressão de corrida, que ficaram famosas de uns anos para cá. O grau de compressão delas geralmente é maior, porque elas foram criadas para melhorar a performance e reduzir o tempo de recuperação. Embora também ajudem a estimular o fluxo sanguíneo, essas meias têm fibras dispostas no sentido longitudinal e transversal, ou seja, a compressão é homogênea e não graduada, como as encontradas no mercado, consideradas inclusive produtos médicos e não estéticos. A ideia é ajudar a controlar a vibração dos músculos, ajudando a economizar energia, fundamental para quem pratica corrida.

 

 

Gostou do artigo acima? Então confira esse artigo sobre diabetes: a importância dos exercícios físicos

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