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Prepare-se para saber o que é pele macerada


Pele macerada ou maceração da pele é um termo usado pelos especialistas para descrever o tecido que ficou exposto a um fluido por um longo período de tempo. Pode ser o líquido que drena de uma ferida, por exemplo – chamado de exsudato. Podem ser urina ou fezes – em quem convive com a incontinência. Pode até ser suor.


Sabe quando ficamos na banheira relaxando um tempão e, ao sair, notamos que a pele dos pés está toda enrugada, mais inchada e esbranquiçada? Pois esses são sinais de maceração. Como não passamos dias ali, a pele se recupera normalmente depois de um tempinho.


As chances de que a pele fique macerada são grandes em doentes que não conseguem se mover da cama e que sofrem com feridas crônicas ou agudas ou acamados que convivem com o problema da incontinência urinária.


Se não forem tomadas providências, a maceração pode destruir o tecido cutâneo. Ao ficar extremamente amolecido por causa da exposição prolongada a líquidos e à umidade, a epiderme, camada mais superficial da pele, se solta da derme (a camada de baixo), podendo até “rasgar”, causando lesões.


O uso de curativos por longo período, sem que seja feita uma troca, ou o uso de coberturas que não são respiráveis (que não permitem a troca de gases) também podem levar a pele a ficar macerada, pois o exsudato fica acumulado sob a cobertura. Ou seja, quase 100% das vezes, a maceração acontece por causa do contato prolongado entre o exsudato e a pele e é uma das causas de a ferida não sarar logo.


Ao contrário do que se possa pensar, o uso de curativos grandes demais também pode causar problemas à pele. Com um pedaço grande de tecido coberto, a pele tende a suar para resfriar a temperatura daquele local, que fica aquecida porque está tampada. E o suor, claro, pode ficar preso sob a cobertura, aumentando as chances de maceração. Por isso é fundamental que a cobertura cubra pouco mais do que o leito da ferida (o “coração” do machucado) e seja trocada periodicamente.


O exsudato e as feridas crônicas


Feridas agudas e crônicas geram diferentes tipos de exsudato. Nas crônicas, por exemplo, há, entre outras coisas, substâncias capazes de destruir proteínas e, portanto, de danificar o tecido que está saudável. Por isso, a maceração tem mais chance de ocorrer em feridas crônicas como úlceras nas pernas, em úlceras por pressão, úlceras do pé diabético, queimaduras e feridas decorrentes de câncer.


Pessoas acamadas que têm incontinência também estão sob grande risco de ter a pele macerada, especialmente nas nádegas e no sacro, o ossinho que fica acima das nádegas. A roupa de cama “prende” a umidade perto da pele e, devido ao fato de a pessoa não poder sair dali e passar o tempo todo deitada, a pele vai se tornando mais e mais amolecida, ao ponto de poder até surgirem úlceras.


O amolecimento da pele a torna mais suscetível a infecções por bactérias ou fungos, que podem progredir e virar algo mais sério. Além disso, ela fica mais propensa a se lesionar, por exemplo, ao vestirmos uma roupa ou sapato. A fricção da camisa, calça ou calçado contra a pele pode abrir uma ferida. Quando isso acontece, o tempo de cicatrização costuma ser mais alto. Maceração costuma causar dor e desconforto.


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