Uma pessoa adulta segurando as mãos de uma pessoa idosa


Hérnia paraestomal: complicação comum na ostomia

Complicações ostomia: hérnia paraestomal é complicação frequente em quem fez uma ostomia


Na segunda parte da série sobre complicações que uma ostomia pode gerar, o tema é hérnia paraestomal. Assim como a dor, ela é uma das complicações mais frequentes, chegando a atingir entre 5% e 10% das pessoas que passaram por uma colostomia e entre 3% e 10% dos que se submeteram a uma ileostomia, segundo a Sociedade Canadense de Pesquisa sobre o Intestino.


Mas, ao contrário da dor, que é uma complicação que costuma surgir logo após a cirurgia, a hérnia pode levar até dois anos para aparecer. Quem passou por uma ostomia deve voltar à carga lentamente, evitando pegar peso nos três primeiros meses pós-cirurgia.


A hérnia paraestomal, também chamada de periestoma, é resultado da projeção das vísceras pelo trajeto do estoma. Resultado: a região ao redor do estoma fica abaulada, quase como se ela estivesse bastante inchada.


Para o ostomizado, a existência de uma hérnia não é apenas um fator complicador estético. Mais do que isso, ela pode causar desconforto, dor, acabar limitando a pessoa de praticar atividade física e até mesmo levar a vazamento de fezes porque a hérnia faz com que a bolsa coletora não fique bem instalada.


Em alguns casos – embora mais raros -, o intestino pode chegar a ficar preso ou retorcido dentro da hérnia, uma condição médica chamada de estrangulação. Essa é uma situação de extrema emergência, pois pode danificar permanentemente o intestino.


A boa notícia é que a maioria dos ostomizados – cerca de 80% - não vai ter qualquer dificuldade de lidar com a hérnia. Dois em cada dez, entretanto, podem chegar a precisar de cirurgia e de ajuda para lidar com ela e com a bolsa coletora.



Causas


Vários fatores podem aumentar as chances de um ostomizado vir a desenvolver uma hérnia paraestomal, entre eles:


    • obesidade
    • tabagismo
    • uso de medicamentos à base de esteroides
    • má nutrição – estar em déficit nutricional ou desnutrido na época em que se vai fazer a ostomia leva ao retardamento da recuperação, o que resulta em enfraquecimento da musculatura abdominal e na maior chance de desenvolver hérnia
    • infecção local - também pode levar ao enfraquecimento da musculatura abdominal, aumentando o risco de herniação
    • idade – idosos tem, por natureza, a musculatura abdominal mais enfraquecida



O dia a dia


Um fator complicador da hérnia paraestomal é que ela altera o tamanho e o formato do estoma, por exemplo, quando se está de pé ou deitado, outro motivo pelo qual as fezes podem vazar, causando irritação na pele. Quando a hérnia fica grande demais – sim, ela costuma crescer com o passar do tempo -, fica impossível enxergar o estoma, o que significa que os cuidados já não serão mais possíveis como antes. Procure o seu médico rapidamente caso isso tenha acontecido ou esteja próximo de acontecer, pois são grandes as chances de você precisar fazer uma cirurgia reparadora.


Geralmente, as hérnia podem ser controladas com o uso de um cinta especial que ajuda a sustentá-la. Existem algumas evidências, no entanto, de que usar regularmente uma cinta para hérnia e fortalecer a parece abdominal com exercícios pode reduzir as chances da complicação se instalar.

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