Dê voz a ostomia: Tadea

"Meu nome é Tadea, eu moro na cidade de Itu, e eu tenho 70 anos. Fez sete meses agora em Setembro que eu realizei uma urostomia, e a causa da cirurgia foi um câncer na bexiga. 

 

Fisicamente eu estou bem, mas psicologicamente eu estou bem arrasada. É muito difícil. Mas eu tô conseguindo dominar o assunto. No começo a bolsa vasava muito. E eu leio muito na internet, youtube, tem uns grupos também, aqui em Sorocaba tem um pessoal. E aí eu fui xeretando e estou tentando me adaptar. Mas nem sempre consigo encontrar todas as informações que preciso.

 

Minha família foi essencial nessa adaptação. O meu marido, que me ajudou a colocar a bolsinha principalmente. E como eu tive câncer, a clínica tem nos ajudado muito com todos os direitos que a gente tem, para tirar o carro, pra conseguir carta novamente. E você vai perguntando, se informando. Eu to conseguindo. 

 

Depois da urostomia a minha vida mudou muito. Eu comecei a ficar insegura, a não sair de casa. Tô saindo muito pouco, até criar coragem, até confiar, acreditar, não querer passar vexame né, é um pouco humilhante. Mas, tô tentando me adaptar.

 

Eu consegui encontrar uma pessoa de Minas Gerais que fez urostomia. O meu próprio médico que fica em São Paulo falou que eu fui a segunda mulher que ele operou em urostomia, o resto é tudo homem que tem, e o normal é colostomia. Então nós não temos assim, alguma ajuda né. Uma coisa mais específica pra nós. 

 

O bom foi que eu localizei vocês na internet que vendem, porque eu não acho mais esse produto. Eu acho de colostomia, mas de urostomia eu não acho. É muito difícil de encontrar. E eu vou usar a vida toda. Mas o atendimento de vocês é muito bom, se eu tiver que aconselhar alguém e falar, é realmente muito bom. 

 

Em todo esse processo eu fui pega vamos dizer assim, de calça curta. Deveria haver uma preparação maior. Eu tentei, porque eu fiz quimioterapia, e nesse tempo eu tentei procurar saber como é que era. Mas você tem que passar pra ver como que é. É uma experiência muito marcante, é chocante. E é preciso trabalhar assim, na psicologia, em terapia. Eu não gosto, eu sou teimosa e não gosto. Então eu to tentando eu me trabalhar sozinha. É complicado, mas tem muita gente que tem dado depoimento que tem feito tratamento. E eu acho que os que não recebem um tratamento psicológico são os que mais sofrem.

 

Ir atrás de todas as coisas pra gente já é trabalhoso, a gente já tem que se cuidar, trocar a bolsinha, ir atrás do papel de plano de saúde. Toda ajuda que a gente puder ter é bem-vinda, porque nós somos deficientes né. Porque você fica um pouco impotente nessas situações e nas coisas que aparecem."

 

Tadea Santos Bueno, 70 anos. 

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